O lançamento de certos filmes, normalmente aqueles com potencial de sucesso nas temporadas de premiações, muitas vezes envolve um jogo de cintura que nunca (ou quase nunca) tem a ver com o fato do filme ter sido terminado no tempo certo.

Timing é a palavra! É uma jogo de tentar adivinhar se tal filme vai funcionar ou não para aquele momento, ou de saber o que os críticos esperam, ou até de adivinhar quais as perspectivas comerciais que determinado filme tem na época do lançamento. Esses são alguns dos motivos pelos quais alguns filmes, como “Silence”, de Martin Scorsese,  tão esperado para ser lançado neste outono, permaneçam sem data de lançamento.

O diretor, inclusive, declarou ontem ao site ShowBiz 411 que a liberação do seu filme ainda em 2016 depende apenas da Paramount (distribuidora do filme), mas que se o lançamento vier a ocorrer ele acredita que seja em meados de outubro.

Baseado no romance de Shūsaku Endō, e estrelado por Andrew Garfield, Liam Neeson, e Adam Driver, o drama é ambientado no século XVII e segue um par de padres jesuítas que enfrentam a violência e perseguição quando viajam para o Japão para localizar seu mentor e espalhar a evangelho do cristianismo.

Um dos fatores que pode justificar a demora do lançamento do filme é o fato de que Andrew Garfield talvez consiga emplacar um filme nessa temporada de premiações: “Hacksaw Ridge”, do Mel Gibson. Porém, particularmente, não acredito que seja isso, afinal de contas essa não seria a primeira vez que um ator emplacaria mais de um filme na temporada de premiações.

Há quem diga também que a Paramout esteja observando qual será a recepção do novo filme de James Gray, “The Lost City Of Z”, outra produção da distribuidora que entra em cartaz em outubro nos EUA. Faz um pouco mais de sentido, já que nesse caso envolveria os interesses da Paramout diretamente. Fato é que essa decisão é quase imprevisível, por enquanto, e seus motivos são mais imprevisíveis ainda.

Só nos resta, então, esperar que esse maravilhoso jogo de estratégia seja decidido para que possamos, por fim, apreciar mais uma obra do mestre Scorsese.