Filme francês de 2007 dirigido por Claude Lelouch (que aparece nos créditos como Hervé Picard). Foi lançado nos Estados Unidos em abril de 2008 com críticas positivas, ganhando uma classificação de 87% no Rotten Tomatoes.

O filme começa numa delegacia parisiense, onde a popular escritora de romances policiais Judith Ralitzer (Fanny Ardant) é chamada a depor sobre a morte de seu secretário.

De repente há um regresso no tempo do filme passando a focar na historia do encontro entre Pierre Laclos (Dominique Pinon) e Huguette (Audrey Dana). Ela é uma jovem cabeleireira de Paris que foi largada pelo namorado num posto de estrada. Ele, até mais da metade do filme, pode ser: um professor do subúrbio que abandona a família, um serial killer que faz números de mágica para atrair suas vítimas ou o ghost-writer de uma escritora famosa, o que ele mesmo afirma ser, mas diante da suspeita em cima dele nem sabemos se ela de fato tem um ghost-writer.

Achando pouco todo o suspense em torno da identidade desse estranho, ele ainda é “convidado” pela Huguette a fingir para os pais dela que é um médico que está prestes a casar-se com ela (papel que caberia àquele namorado que a abandonou que era médico e estava prestes a se casar com ela, eles estavam viajando para a casa dela justamente para oficializar o noivado).

Título Original: Roman de Gare
País de Origem: França
Gênero: Drama/Suspense/Policial
Ano de Lançamento: 2007
Direção: Claude Lelouch

A trama deste filme vai tomando contornos imprevistos. O diretor, Lelouch, mostra uma ótima habilidade para manter o interesse do espectador numa trama surpreendente que mistura cinema e literatura. Ele alimenta o suspense simplesmente através do enquadramento, seja de um copo, de um olhar ou de uma manhã com névoa, a arma no filme é a sofisticação.

O filme constrói um quebra-cabeça que aos poucos vai revelando as verdadeiras relações entre os personagens com reviravoltas surpreendentes. É excelente a tensão gerada pelo roteiro. Além disso, a fotografia e a trilha sonora são maravilhosas também. As interpretações, por sua vez, dão um show à parte. Tem certas partes do filme que o Pierre chega incomodar de verdade, causando uma sensação de desconforto. E isso não é apenas mérito do roteiro.

O Dominique Pinon, presente também em “Le fabuleux destin d’Amelie Poulain”, faz um trabalho maravilhoso, uma atuação extremamente elogiada, dando ao personagem a dose certa de mistério. Não deixando o personagem caricato demais. A belíssima Fanny Ardant está muito bem num papel de femme fatale, também deixando no ar todo um clima de mistério que envolve a trama da escritora. E por fim a revelação Audrey Dana, lindíssima e muito competente também.

Enfim, “Roman de Gare“ é um filme sem acontecimentos óbvios e com um final surpreendente. Recomendo.