Dr. King Schultz (Christoph Waltz), caçador de recompensas alemão, está em busca dos assassinos irmãos Brittle, e somente Django (Jamie Foxx) pode levá-lo a eles.

O pouco ortodoxo Schultz compra Django com a promessa de libertá-lo quando tiver capturado os irmãos Brittle, vivos ou mortos. Porém os dois homens decidem continuar juntos em busca dos criminosos mais perigosos do sul dos EUA.

Dotado de um notável talento de caçador, além das recompensas, Django tem como objetivo encontrar e resgatar Broomhilda (Kerry Washington), sua esposa, que ele não vê desde que ela foi adquirida pela família Candie, há muitos anos.

Dirigido por Quentin Tarantino
Com: Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Kerry Washington, Samuel L. Jackson, Jonah Hill, Don Johnson, Walton Goggins.

Após um longa não menos do que genial (Bastardos Inglórios), Tarantino ressurge 3 anos depois mostrando que ainda domina a arte de dirigir “pequenas” obras-primas. Dessa vez uma homenagem incrível ao cinema cult italiano. “Django Livre” é uma homenagem de Tarantino a de um filme de 1966, dirigido por Sergio Corbucci e estrelado por Franco Nero – que inclusive faz uma participação neste filme de Tarantino. Mas diferente do filme italiano o protagonista aqui é negro.

O diretor aproveitou a oportunidade para brincar um pouco com os filmes da onda Blaxpoitation dos anos 1970 e com os “Spaghetti Westerns”. Abrindo um parênteses: Blaxploitation foi um movimento cinematográfico norte-americano que surgiu no início da década de 70. A palavra é uma fusão de black (“negro”) e explotaition (“exploração”).

Os filmes eram protagonizados e realizados por atores e diretores negros e tinham como publico alvo, principalmente, os negros norte-americanos. Enquanto que o Spaghetti Western, como o nome sugere, é um Western Italiano, que surgiu na década de 60 com o estilo de filmagem do Sergio Leone.

Mas voltando ao que interessa. “Django Livre” pra mim foi genial dos créditos iniciais aos finais. Genial desde o bom-humor escrachado do roteiro, até às críticas despretensiosas como no caso da cena que faz referência à estupidez da Ku Klux Klan. E tudo isso aliado a uma produção caprichada e ainda à uma trilha sonora espetacular, um show à parte, no melhor estilo marcante digno do cinema de Tarantino (vide a trilha de Kill Bill, para citar apenas 1 exemplo).

Eu poderia parar de falar por aqui, mas acho injusto deixar de citar a atuação magistral daquele que rouba a cena todas as vezes em que aparece: Christoph Waltz. Assim como em “Bastardos Inglórios”, Waltz simplesmente domina seu personagem com uma sede de atuação impressionante. Também adorei o trabalho do Leonardo DiCaprio, assim com o bom desempenho do Jamie Foxx, mas quando o Dr. King Schultz entrava em cena não tinha pra mais ninguém! Talvez até chegar na segunda metade do filme, quando o Samuel L. Jackson entra em cena com o igualmente surpreendente “Stephen” (pra mim, um dos mais injustiçados na temporada de premiações daquele ano). “Django Livre” é, dentre outras coisa, também uma confirmação de que Tarantino é um baita diretor de atores.