Magia ao Luar é um filme de 2014 que mistura comédia e romance, escrito e dirigido por Woody Allen e protagonizado por Colin Firth e Emma Stone.

Stanley (Colin Firth), um famoso mágico com um talento certeiro para desmascarar charlatões, é contratado para acabar com a suposta farsa de Sophie (Emma Stone), uma simpática jovem que afirma ser médium. Inicialmente cético, ele aos poucos começa a duvidar de suas certezas e se vê cada vez mais encantado pela moça.

Data de lançamento: 28 de agosto de 2014
Direção: Woody Allen
Elenco: Colin Firth, Emma Stone, Eileen Atkins etc
Gêneros Comédia , Romance
Nacionalidade: EUA

A narrativa do filme, que foi ambientado na Cote d’Azur, em uma França de 1928, gira em torno de Stanley, um cético declarado, que busca desmascarar a duvidosa mediunidade de Sophie, ao mesmo tempo em que se rende, sem se dar conta, aos encantos da jovem.

Tendo como tema principal esse ceticismo humano, “Magia ao Luar” é sem dúvidas um dos filmes mais fracos de Woody Allen. Durante os primeiros 60 minutos o diretor nos “brinda” com um roteiro enfadonho e pouco inspirado, sem aquela agilidade habitual dos seus diálogos certeiros, que normalmente dizem muito sem precisar ser particularmente didático. Nos 30 minutos finais ele parece encontrar o tom certo para a sua obra, mas já é tarde demais. Fica a sensação que o filme não decola, e quando o faz já temos que pousar.

Colin Firth interpreta Stanley, um sujeito frio, misógino e egocêntrico, que só acredita no que vê e espera que todos ao seu redor tenham a sua visão de mundo. A atuação dele é um ponto forte no filme, que aliado à simpatia e à delicadeza de Emma Stone, consegue nos salvar do completo enfado, pelas performances carismáticas. Os dois, inclusive, representam uma química tão boa em cena que nem nos importamos com a diferença de 28 anos de idade entre eles, apesar de duvidarmos que eles possam formar um casal, pelo desenrolar da história.

No entanto, os dois, sozinhos, não são capazes de sustentar os 90 minutos de projeção. Como já citado, os diálogos nem sempre funcionam e o sarcasmo usual de Allen se perde em repetições desnecessárias que chegam a cansar. A complexidade dos personagens, característica marcante dos roteiros de Allen, aparece enfraquecida e ao invés disso ele propõe um debate de uma nota só”, abordando, de maneira insistente, a descrença e o ceticismo em contra ponto à necessidade humana de, às vezes, abandonar a razão e crer em uma fantasia para suportar as dificuldade e os dissabores da vida.

Por vezes até tive a impressão de que “Magia ao Luar” é uma obra sobre o próprio mundo cinematográfico e sobre como a ilusão perfeitamente criada na tela é um “mal” necessário ao sucesso da película. Talvez isso seja o Woody Allen questionando a sua condição de artista, esperando que a platéia acredite na sua magia, mesmo sabendo que isso não dependerá apenas do conhecido “mágico”, mas também do espírito dos próprios espectadores.

É inegável que estamos diante de uma obra menor, sem grande ousadia e sem grandes momentos memoráveis.