É um filme francês dirigido por Jean-Pierre Jeunet e escrito por Guillaume Laurant em parceria com o próprio Jeunet. A obra é estrelada por Audrey Tautou e Mathieu Kassovitz e foi indicada a 5 Oscars, em 2002

A história gira em torno de Amélie Poulain (Audrey Tautou), que um dia, por acaso, encontra uma caixinha com um ‘tesouro pessoal’ de um garoto que há várias décadas morou no apartamento em que ela mora atualmente. Amélie resolve devolver a caixinha ao seu dono e ao se sentir recompensada por conseguir tal feito resolve ajudar as pessoas do seu convívio a solucionar os seus problemas. Ela, com toda a imaginação fértil que possui, faz isso de forma nada convencional, criando planos mirabolantes, na sua grande maioria, com resultados surpreendentes.

Título Original: Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain
País de Origem: França
Gênero: Comédia / Romance
Ano de Lançamento: 2001
Direção: Jean-Pierre Jeunet

Sou fascinado por esse filme. Amélie é uma menina diferenciada, que cresceu isolada das outras crianças porque o seu pai achava que ela possuía uma anomalia no coração, pois durante os exames mensais seu coração sempre batia muito rápido. Na verdade, Amélie ficava nervosa com este raro contato físico com o pai e por isso o seu coração bata mais rápido que o normal. Seus pais, então, privaram Amélie de muitas coisas, inclusive de frequentar escola. A sua mãe, que é professora, é quem a alfabetiza até falecer.

Mas o filme não é focado nessa parte da infância de Amélie, isso é apenas uma introdução à sua história, uma introdução à sua essência. Após a sua maioridade, ela muda-se do subúrbio para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete e é a partir daí que o filme se desenvolve. Mostrando uma Amélie engajada na realização de pequenos gestos a fim de ajudar a tornar mais felizes as pessoas ao seu redor. 

O filme tem uma sensibilidade extraordinária. O roteiro é muitíssimo bem escrito – não foi à toa que recebeu uma indicação à Melhor Roteiro Original -, toda a parte técnica parece falar por si só, dando ritmo  ao filme, o que resulta em uma direção com personalidade, com movimentos de câmera dinâmicos e bem realizados, salvando o filme de qualquer monotonia. E eu devo reforçar que a parte técnica desse filme é um show à parte. Desde a fotografia maravilhosa do filme (também indicada ao Oscar), passando pela excelente direção de arte (novamente indicada ao Oscar) e indo até a trilha sonora, nada deixa a desejar!

Acho brilhante a ideia do roteiro de apresentar seus personagens através daquilo que eles mais gostam de fazer e do que menos gosta de fazer. A narrativa em off, bem demarcada, pode soar um pouco estranha no começo, mas entrando no clima divertido e descontraído do filme, você consegue perceber o quão genial ela é.

O espectador aprende a apreciar cada minuto de informação que salta a tela cada vez que um personagem novo surge em cena. O filme consegue fluir perfeitamente nos introduzindo em uma historia cheia de detalhes interessantíssimos, às vezes não perceptíveis a uma única apreciação.

A ótima, Audrey Tautou, deu vida a Amélie da forma mais doce e encantadora possível, com olhos bem arregalados denotando a curiosidade da personagem que quando criança foi privada da vida social e que de certa forma está aprendendo agora, aos 23 anos, como viver em sociedade.

O filme é sensacional.