Um Beijo Mais é filme de 2006 dirigido por por Tony Goldwyn e estrelado por Zach Braff, Jacinda Barrett, Rachel Bilson e Casey Affleck. A obra foi adaptada de uma película italiana de sucesso dirigida pelo aclamado Gabriele Muccino.

Michael (Zach Braff) é um jovem arquiteto bem sucedido que namora a bela Jenna (Jacinda Barrett) há algum tempo. O medo de um compromisso “definitivo demais” – leia-se casamento – aumenta quando ele descobre que a sua namorada está grávida. E a insegurança dele aumenta quando ele percebe que todos os casais ao seu redor estão em crise. A começar pelo amigo Izzy (Michael Weston) que já começa o filme separado da mulher que ama. Logo após descobrimos a insatisfação da mãe da Jenna, a dona de casa Anna (Blythe Danner) que já não se sente mais amada pelo esposo, o terapeuta Stephen (Tom Wilkinson). E por ultimo o Chris (Casey Affleck), que se vê preso a um relacionamento com uma pessoa neurótica.

Título Original: The Last Kiss
País de Origem: EUA
Gênero: Comédia Romântica
Ano de Lançamento: 2006
Direção: Tony Goldwyn

Apesar de o matrimônio ser uma coisa natural Michael se sente sufocado com essa possibilidade e quando, durante o casamento (ironia?) de um amigo, ele conhece a atraente (e atirada!) Kim (Rachel Bilson), de apenas 18 anos (mais de 10 anos mais jovem!) a traição vem como um respiro, pondo em risco a estabilidade da sua relação com a Jenna.

Dividido, então, entre a juventude, da qual está prestes a se despedir, e a vida adulta que parece chegar com força total, Michael, sem se sentir preparado para ser marido e pai, começa a questionar suas escolhas: encarar a maturidade casando-se com a bela Jenna ou partir para um universo descompromissado e inconseqüente com a atraente Kim?

O filme é um remake do filme italiano “O Último Beijo” adaptado pelo Paul Haggis (roteirista de Menina de Ouro) que traz a tona conflitos amorosos e existenciais, assuntos atemporais que acometem as pessoas que estão em fase transição seja no lado amoroso ou apenas uma transição de faixa etária. O ser humano, sempre insatisfeito com tudo, sente muita dificuldade em fazer escolhas e renúncias. O roteiro pontua ao criar diálogos interessantes, como aquele em que, Stephen, o pai de Jenna, ensina ao Michael que o que sentimos só interessa a nós mesmos, é o jeito como agimos com as pessoas que amamos que realmente importa.

O elenco do filme foi muito bem escolhido, o talentoso Braff não faz feio num papel que exige uma dose a mais de drama, e ele consegue se sair bem. Assim como a Jacinda Barrett, que de uma forma doce e simples consegue sustentar a personagem sem manifestar qualquer insegurança quanto o seu casamento, mas que no fundo sente o mesmo que Michael. Rachel Bilson prova que pode dar conta de um bom papel nas telonas e convence numa atraente versão lolita. Contamos ainda com a participação do excelente Tom Wilkinson, que não muito diferente de seus outros filmes, faz aqui um ótimo trabalho. E da Blythe Danner (mãe da Gwyneth Paltrow) que rouba todas as cenas em que aparece, em uma excelente atuação.

Com um cuidadoso roteiro adaptado “Um Beijo a Mais” é uma surpresa equilibrada que refresca algumas idéias. Como saber que a vontade de mudar é sempre uma escolha difícil, por maior que seja essa vontade. E que mudar nem sempre pode ser a melhor opção.