Esse drama australiano de 1996 retratando a vida do incrível pianista David Helfgott, foi dirigido por Scott Hicks e roteirizado por Jan Sardi

Baseado na história do pianista australiano David Helfgott (considerado um gênio da interpretação), este filme mostra a paixão que Helfgott (Geoffrey Rush) tem pela música clássica. Quando ele é aceito numa prestigiada academia de música em Londres, sai de casa contra a vontade do pai, Peter (Armin Mueller-Stahl), que apesar de almejar o sucesso do filho, queria o filho sempre por perto, junto da família. O seu relacionamento conturbado com o pai e a pressão que este faz para que ele domine a música com perfeição, o leva ao desequilíbrio mental que o faz ficar muitos anos sem se aproximar de um piano. Ao conhecer a compreensível Gillian (Lynn Redgrave), David encontra nela o que faltava para conseguir se readaptar à sociedade e se reerguer no cenário musical, o amor.

Data de lançamento: 15 de agosto de 1996 (1h45min)
Direção: Scott Hicks
Elenco: Geoffrey Rush, Armin Mueller-Stahl, Lynn Redgrave e mais
Gêneros: Drama
Nacionalidade: Austrália

Preciso começar dizendo que elenco desse filme está maravilhoso! Além do premiado Geoffrey Rush, que conseguiu o Oscar de Melhor Ator pelo seu trabalho nessa produção, somos agraciados com as excelentes interpretações do alemão Armin Mueller-Stahl, como o pai de David (grande culpado de tudo o que acontece com o pianista, pois, na medida em que ele estimulava e exigia do filho, quando aparece uma grande oportunidade na vida de David, ele se mostra repressivo e até agressivo), e também o Noah Taylor (ótimo ator que conseguiu transmitir com uma intensidade moderada a genialidade do músico), que interpreta Helfgott quando adolescente e no começo da fase adulta (fase de grande dramaticidade, já que é nela que há o conflito direto entre Helfgott e o pai).

Shine é um filme muito reflexivo e sensível que nos pega desprevenido e mexe com valores pessoais, com um verdadeiro exemplo de vida e de superação. O filme, que contou com a ajuda direta do próprio David e da sua esposa Gillian, tem uma trilha que é uma belíssima homenagem à música clássica, que sempre esteve ligada diretamente à vida de Helfgott, e uma direção que faz uma alusão a forma de uma sinfonia, com momentos em que oscilam entre o silêncio e a agitação das performances do gênio.

Pra mim, o filme só peca em um aspecto, ele repete algo que acontece na grande maioria dos filmes biográficos, quando na passagem de tempo o roteiro negligencia informações importantes, antes postas pelo próprio desenrolar da história, e quando lembradas são mencionadas de forma tão apressada que chega a parecer descaso do próprio roteiro. Mas não é nada que comprometa o filme. Ainda assim “Shine-Brilhante” é uma excelente opção de entretenimento, para quem quer conhecer a vida do artista e se emocionar junto.


Cotação:

4-votos