Escrito, dirigido e produzido por Quentin Tarantino e Robert Rodriguez, o filme conta com colaborações de Eli Roth, Rob Zombie e Edgar Wright. Faz parte do projeto Grindhouse, que é uma homenagem em forma de paródia aos filmes de horror da década de 1970.

Oito mulheres sensuais (em dois momentos diferentes, divididas em grupos de 4) versus um homem, um dublê assustador que usa suas habilidades com carros para executar seus planos de assassinato. Essa é a premissa básica da parte do Tarantino em Grindhouse.

No primeiro momento, Jungle Julia (Sydney Tamiia Poitier), a DJ mais sexy de Austin, junto com suas duas melhores amigas Shanna e Arlene (Jordan Ladd e Vanessa Ferlito, respectivamente) saem à noite para se divertir e divertir os frequentadores masculinos dos bares e boates do Texas. Os atributos físicos das três acabam atraindo a atenção de todos, porém nem toda a atenção é inocente. Cobrindo de perto os movimentos delas está ‘Stuntman’ Mike (Kurt Russell), um rebelde inquieto e temperamental dublê que se esconde atrás do volante do seu carro indestrutível.

Data de Lançamento: 6 de Abril de 2007 (1h 53min)
Direção: Quentin Tarantino
Elenco: Kurt Russell, Zoë Bell, Rosario Dawson e mais
Gêneros: Terror
Nacionalidade: EUA

No segundo momento, outro grupo de 3 amigas, Abby (Rosario Dawson), Kim (Tracie Thoms) e Lee (Mary Elizabeth Winstead) estão presas em uma cidade do interior trabalhando na realização de um filme. No caminho para o aeroporto onde vão receber a 4ª amiga, a Zoe (Zoe Bell), elas param numa lanchonete e é aí o primeiro contato que temos com elas. Depois do encontro com Zoe e durante um almoço elas descobrem o motivo da real visita da amiga. Fazer um “test drive” em um Dodge Challenger de 1970 que está à venda na cidade. É durante esse test drive que a segunda parte do filme acontece e que descobrimos que mais uma vez, ‘Stuntman’ Mike (Kurt Russell), veio ao mundo para dar trabalho, principalmente às mulheres.

O hiato de 3 anos sem dirigir filmes deu animo para mais uma produção cheia de violência, morte, mulheres sensuais, sangue, mais violência e mais morte (se tratando do Tarantino, não dava pra esperar algo diferente, e eu não estou reclamando). O filme tem o estilo dele em tudo, desde a escolha da trilha sonora até o sangue que jorra de um ferimento. Todos os ingredientes que associamos ao cinema dele estão ali. Até as referências, que de tão clássicas, ninguém além dele as conhece, estão ali.

Na minha humilde opinião, o Tarantino está no hall dos caras que vale a pena ver tudo que tenha o dedo, e confesso que a maioria dos projetos dele me agrada. E dessa vez não foi diferente, Death Proof é diversão certa.

Concordo com quem achar que faltou mais roteiro, essa é a parte do filme que menos atrai. Em termos de diálogos achei os do segundo grupo de amigas, mais afinados e divertidos, porém nota-se que a intenção do filme é pouco diálogo e mais ação mesmo. E nisso ninguém pode reclamar, na primeira parte tem a cena de batida de carro mais cool que já vi no cinema, incluindo aqui a batida do bonde que transportava a Frida Kahlo em “Frida”, e na segunda parte presenciamos uma das cenas de perseguições mais legais ever, não falo só da cena em si, mas de todo o contexto, não dá pra falar muito sem tirar a surpresa de quem não viu. Aliás é com essa deixa que eu aviso: vale a pena.


Cotação:

4-votos