Levou um certo tempo até que o Armie Hammer descobrisse seu espaço cativo nos filmes Hollywood, mas parece que ele finalmente se encontrou.

Desde que estourou em “A Rede Social”, ganhando certa notoriedade não apenas do público, mas também de algumas associações de críticos de cinema dos EUA, o ator Armie Hammer tentou sucesso em alguns blockbusters (O Cavaleiro Solitário e O Agente da U.N.C.L.E.), mas apesar de seus melhores esforços os resultados não foram animadores.

Armie Hammer e Nate Parker em O Nascimento de Uma Nação (2016)

Armie Hammer e Nate Parker em O Nascimento de Uma Nação (2016)

No entanto, no último ano parece que o ator finalmente encontrou seu nicho. Hammer vem marcando presença em pequenas produções independente com participações interessantes em O Nascimento de Uma NaçãoAnimais Noturnos e Free Fire, que apesar de terem em comum o baixo orçamento também se igualam no nível de relevância dentro dos mais renomados Festivais de Cinema. 

Sua última carta na manga foi o Festival de Sundance com Call Me By Your Name, que foi lançando no referido festival em Janeiro deste ano e conseguiu um excelente feedback da crítica.

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Armie Hammer em Call Me By Your Name

Agora Hammer está indo para Berlim, onde espera que os bons ventos do sucesso continuem a soprar em seu favor com “Final Portrait“.

Dirigido por Stanley Tucci e co-estrelado por Geoffrey Rush, a história segue o tempestuoso artista suíço, Alberto Giacometti, enquanto ele tenta pintar um retrato do crítico de arte e biógrafo James Lord, interpretado pelo Armie Hammer.

Aqui está a sinopse oficial:

Paris em 1964. Alberto Giacometti é quem decide quando é a hora do trabalho, da bebida, da dúvida, da destruição, do flerte ou do riso em seu estúdio. Um artista renomado, cujas obras alcançam preços recordes, que esconde todos os seus ganhos em seu próprio estúdio dando causa para um dos inúmeros motivos de discussão com sua esposa Annette. Outro motivo é o fato de que sua amante, Caroline, recebe toda a sua atenção. Um dia, Giacometti pede ao crítico de arte americano e biógrafo James Lord para posar para ele. Mas suas sessões, programadas para levar uma semana, são freqüentemente interrompidas por visitas a bistrôs e longos passeios de carro, sem fim à vista, fazendo com que James Lord adiasse seu voo de volta várias vezes.

O filme se apoia na forte personalidade do famoso pintor suíço, dois anos antes de sua morte. Em seu quinto filme como diretor, o ator Stanley Tucci mostra o artista com todas as suas forças e fraquezas, relacionando o caos de sua produção artística às dúvidas e habilidade corajosa para destruir e começar de novo.

O roteiro de Tucci é baseado na biografia de James Lord “A Giacometti Portrait”.

O filme “Final Portrait” (Retrato Final, em tradução livre) será exibido pela primeira vez no Festival Internacional de Cinema de Berlim no próximo dia 11 de Fevereiro, mas ainda não tem data de estreia oficial.